quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FEBRE DE AMOR

Eu quero amar-te, ó musa, pois eu creio
que uma paixão invade a minha mente,
porém para seguir-te, sou prudente
e até do puro amor tenho receio.

Eu quero ser do amor o nobre esteio,
abraçar-te feliz, alegremente,
e, nesse louco abraço, docemente,
espraiar-me, febril, sobre os teus seios.

Eu quero o sonho, mesmo de um momento.
Quero o calor que aqueça o grande inverno
de minha vida cheia de tormento

neste mundo enfadonho, irmão do inferno.
Eu quero a boca, amor, estou sedento,
que me conceda, um dia, um beijo eterno.

Gilson Faustino Maia
Petrópolis/RJ

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

INEGOCIÁVEL

Por este céu azul que me conquista;
por este verde mar que me fascina;
por tudo o que há melhor em minha sina;
por todo o belo que no mundo exista;



por toda a força a que ninguém resista;
pela melhor lição que o mundo ensina;
pelo mais lindo colar de pedra fina;
pela melhor canção de um grande artista.



Eu não troco um vintém do teu sorriso.
Não troco pelo fogo do teu olhar,
porque és tudo aquilo que eu preciso.

És tudo o que mantém meu caminhar.
Adoro a tua falta de juízo,
Adoro este teu jeito de sonhar.


Gilson Maia