Eu quero amar-te, ó musa, pois eu creio
que uma paixão invade a minha mente,
porém para seguir-te, sou prudente
e até do puro amor tenho receio.
Eu quero ser do amor o nobre esteio,
abraçar-te feliz, alegremente,
e, nesse louco abraço, docemente,
espraiar-me, febril, sobre os teus seios.
Eu quero o sonho, mesmo de um momento.
Quero o calor que aqueça o grande inverno
de minha vida cheia de tormento
neste mundo enfadonho, irmão do inferno.
Eu quero a boca, amor, estou sedento,
que me conceda, um dia, um beijo eterno.
Gilson Faustino Maia
Petrópolis/RJ

