Um dia eu voarei lá pelo espaço
Conduzindo as tristezas desta vida
E a tal felicidade pretendida
Enroladas no manto do fracasso.
O beijo nunca dado, aquele abraço,
O pranto, a dor, a voz sempre escondida,
O não poder chamar-te de querida,
O peso do destino e meu cansaço.
Comigo voará a poesia
Eternamente lá pelo infinito,
Deixando apenas rastros da agonia
Nos versos que ao acaso tenho escrito.
Eu voarei em busca da alegria
No derradeiro impulso do meu grito.
Gilson Maia

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